Referencial Camões PLE

O Referencial Camões PLE é um documento de caráter didático, criado pelo Camões, I.P. com o objetivo de facultar aos profissionais da rede Camões e a outros intervenientes ligados ao ensino, aprendizagem e avaliação de Português como Língua Estrangeira (PLE) um referencial de conteúdos que os apoiem na conceção e organização de cursos de PLE.

Elaborado por uma equipa coordenada pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., de acordo com as orientações do Conselho da Europa para o ensino, aprendizagem e avaliação das línguas estrangeiras, estabelecidos pelo Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas - Aprendizagem, Ensino, Avaliação (QECR), apresenta, para a língua portuguesa:

(i) descritores dos seis níveis comuns de referência (do A1 ao C2) e

(ii) inventários de conteúdos, organizados em três componentes do uso comunicativo da língua: componente pragmática, componente nocional e componente linguística.

Os inventários apresentados no Referencial Camões PLE propõem o tratamento sequencial de conteúdos ao longo dos seis níveis de referência do QECR, com diferentes realizações linguísticas, de modo a respeitar os critérios de progressão necessários ao desenvolvimento da competência comunicativa. Pretende-se, desta forma, evidenciar aquilo que se espera que o sujeito em aprendizagem consiga fazer nos diferentes níveis de proficiência, no que diz respeito ao uso da língua para a realização de diferentes atividades linguísticas, em contextos e situações de comunicação diversificados.

O Referencial Camões PLE é constituído por um ebook, que pode ser descarregado gratuitamente na Biblioteca Digital Camões, e pelos inventários de funções, noções e gramática, disponibilizados de forma interativa nesta página, para facilidade de utilização, em pares de níveis de proficiência.

"Índice médio de felicidade" é o novo filme de Joaquim Leitão, adaptação do romance homónimo de David Machado

Ponte da Barca entrou para o Guinness com o vira do Minho. Seiscentas e sessenta e sete pessoas dançaram o vira do Minho mais de cinco minutos e bateram o recorde de maior dança na categoria de folclore português.

Xanana Gusmão

Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança

da República Democrática de Timor-Leste

nasceu a 20 de Junho de 1946 em Timor-Leste

Político timorense, José Alexandre Gusmão, também conhecido como KayRala Xanana Gusmão, líder da Resistência Maubere contra a invasão de 7 de dezembro de 1975, e contra a ocupação militar e repressão do povo deTimor Leste pela Indonésia, nasceu na costa norte de Timor Leste emjunho de 1946.
Em 1975 entrou para a Frente Revolucionária de Timor Leste Independente (FRETILIN). Ainda nesse ano, depois da invasão da Indonésia a 7 de dezembro, passou para a clandestinidade. 

Os anos que se seguiram dizimaram as forças da FRETILIN. Xanana iniciou, então, a reorganização da Resistência timorense, sendo em 1981 nomeado comandante das FALINTIL. A sua palavra de ordem, Pátria ou morte, tornou-se o lema da Resistência timorense.
Em 1988 foi criado o CNRM, Conselho Nacional de Resistência Maubere,que resultou da política, concebida por Xanana, de união de forças detodos os partidos e grupos que lutavam pela liberdade em Timor Leste.Na madrugada de 20 de novembro de 1992 foi detido por soldados indonésios numa casa clandestina em Díli, capital de Timor. Após um processo instaurado pelas autoridades indonésias e por muitos posto emcausa, foi condenado a prisão perpétua, sendo a pena, pouco tempodepois, diminuída para 20 anos. Com a sua prisão em Cipinang, Xanana tornou-se a grande referência dos timorenses que lutam pela independência e liberdade. A sua história confunde-se com a da resistência timorense e, segundo o ex-Presidente da República portuguesa, MárioSoares, é uma história de sofrimento, de coragem, de fidelidade às raízes e de afirmação nacional.

Após vários conflitos e pressões internacionais e após a saída do general Suharto do governo Indonésio, substituído pelo então vice-presidente Habibie, o regime começou a ser mais flexível. Xanana Gusmão sai de Cipinang e passa para prisão domiciliária. A 7 de setembro de 1999, após o referendo de 30 de agosto de 1999, cujo resultado foi favorável à independência do território, Xanana foi posto em liberdade por amnistia.
Em abril de 1999 foi doutorado Honoris Causa em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada e em 2001 recebeu, juntamente com D. Ximenes Belo e José Ramos-Horta, o título de doutor Honoris Causa pela faculdade de Letras da Universidade do Porto. Ainda nesse ano, o Parlamento Europeu concedeu-lhe o Prémio Sakharov, como mérito da sua luta contra a injustiça e pela defesa dos direitos humanos. Em abril de 2001, Xanana demitiu-se do Conselho Nacional de Resistência Timorense (CNRT), órgão consultivo que foi extinto em junho do mesmo ano. Nas eleições presidenciais realizadas no território a 14 de abril de 2002, foi eleito presidente da República de Timor Leste, o primeiro após o período de ocupação indonésia e o período de transição sob administração provisóriada ONU.

https://www.infopedia.pt/$xanana-gusmao

José Sobral de Almada Negreiros

Uma das figuras marcantes da geração modernista de "Orpheu".

Nasceu em São Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893
morreu em Lisboa a 15 de Junho de 1970.

Filho do tenente de cavalaria António Lobo de Almada Negreiros, administrador do concelho de S. Tomé e de Elvira Sobral, foi educado no Colégio de Campolide, dos Jesuítas, e mais tarde, devido à extinção do Colégio em 1910, e por pouco tempo, no Liceu de Coimbra.

Em 1911 ingressa na Escola Internacional de Lisboa, que tem um ensino mais moderno, e onde lhe proporcionam um espaço que lhe vai servir de oficina. e publica o primeiro desenho n'A Sátira. Em 1912 redige e ilustra integralmente o jornal manuscrito A Paródia, reproduzido a copiógrafo na Escola, expõe no I Salão dos Humoristas Portugueses, e colabora com desenhos para várias publicações.

Em 1913 realiza a primeira exposição individual, apresentando cerca de 90 desenhos na Escola Internacional, e conhece Fernando Pessoa, que escrevera uma crítica à exposição n'A Águia. Continua a colaborar como ilustrador para várias publicações, e em 1914 torna-se director artístico do semanário monárquico Papagaio Real.

No ano seguinte, escreve a novela A Engomadeira, publicada em 1917, onde aplica o interseccionismo teorizado por Fernando Pessoa, abeirando-se do surrealismo. Colabora no primeiro número da revista Orpheu, depreciado por Júlio Dantas, que afirma que não há justificação para o sucesso da revista e para a publicidade feita ao seu redor, afirmando que os autores são pessoas sem juízo. Ainda nesse ano de 1915, Almada realiza o bailado O Sonho da Rosa.

Em 21 de Outubro do mesmo ano estreia-se a peça de Júlio Dantas Soror Mariana. Almada irá reagir com a publicação do Manifesto Anti-Dantas e por Extenso,

"O Manifesto Anti-Dantas tornou-se famoso na obra de Almada Negreiros por várias razões: Primeiro porque é dirigido contra um escritor que dominava a literatura conservadora em Portugal e que mantinha o trono da dramaturgia de sucesso entre a classe dominante em Portugal. Júlio Dantas (1876-1962) é um médico, poeta, jornalista, dramaturgo e académico prestigiado entre a intelectualidade portuguesa, figura de presença variada em vários géneros literários, e uma figura controvertida. Em segundo lugar, pela violenta mordacidade e ironia com que Almada tenta desmontar o prestígio literário de Dantas. Em terceiro lugar, porque ao desmontar o prestígio literário de Dantas, Almada Negreiros está a tentar desmontar também toda a arquitectura da literatura conservadora acoplada a Dantas e que dominava Portugal na altura em que apareceu a revista Orpheu. Em quarto lugar, porque é uma peça onde aparecem ricos elementos de estudo não só do perfil do modernismo literário português, mas também da crítica literária em Portugal e sobretudo preciosos dados válidos para o estudo do género da ironia literária." (João Ferreira, Usina de Letras) 

Em 1917 realiza, vestido de operário, a conferência Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX, e publica a novela K4 O Quadrado Azul, que inspirou o quadro homónimo de Eduardo Viana. 1918, é quase inteiramente dedicado ao bailado integrando o grupo de Helena de Castelo Melhor.

Em 1919, com o fim da Primeira Guerra Mundial, parte para Paris, onde exerce actividades de sobrevivência, e escreve Histoire du Portugal para coeur, publicada em 1922, mas regressa no ano seguinte.

Em 1921 começa a colaboração com António Ferro, que o apresenta quando Almada realiza a conferência A Invenção do Corpo, como "o imaginário na terra dos cegos", e posteriormente o convida para desenhar para a Ilustração Portuguesa. Em 1923 Almada desenhará a capa do livro de Ferro, A Arte de Bem Morrer, continuando a produzir ilustrações para revistas, cartazes para empresas e publicando peças como Pierrot e Arlequim (1924), romances como Nome de Guerra (1925) e ensaios como A Questão dos Painéis; a história de um acaso de uma importante descoberta e do seu autor (1926).

De 1927 a 1932 vive em Espanha, e em 1934 casa com a pintora Sarah Afonso. Começa a ser solicitado regularmente para a realização de trabalhos de índole oficial, como seja um selo para a emissão comemorativa da 1.ª Exposição Colonial, um cartaz para o álbum Portugal 1934 editado pelo Secretariado da Propaganda Nacional e ilustrações para o programa das Festas da Cidade de Lisboa, e sobretudo começa os estudos para os vitrais a colocar na Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa, que concluirá em 1938. Esta colaboração com a «Política do Espírito» de António Ferro culmina em 1941, quando o S.P.N. organiza a exposição Almada - Trinta Anos de Desenho, e o convida a participar na 6.ª Exposição de Arte Moderna e na exposição Artistas Portuguesesapresentada no Rio de Janeiro, no Brasil e lhe atribui, em 1942, o Prémio Columbano.

De 1943 a 1948 a sua actividade incide na realização dos frescos das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, sendo-lhe atribuído o Prémio Domingos Sequeira em 1946.

Regressa à realização de vitrais em 1951, desenhando os da Igreja do Santo Condestável, Lisboa, e os da Capela de S. Gabriel, em Vendas Novas, e à pintura em 1954, quando pinta o Retrato de Fernando Pessoa.

A sua actividade, no final dos anos 50, incide na decoração de obras de arquitectura, como sejam:

- painéis para o Bloco (Edifício) das Águas Livres e frescos para a Escola Patrício Prazeres (1956);

- decoração das fachadas dos edifícios da Cidade Universitária (1957);

- cartões de tapeçaria para a Exposição de Lausanne, o Tribunal de Contas e o Hotel de Santa Luzia de Viana do Castelo (1958) e o Palácio da Justiça de Aveiro (1962);

Realiza as suas últimas obras em 1969 - o painel Começar no átrio da Fundação Calouste Gulbenkian, começado no ano anterior, e os frescos Verão na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.

Em 15 de Junho de 1970 morre no Hospital de São Luís dos Franceses, no mesmo quarto em que tinha morrido Fernando Pessoa.

Fontes:
José de Monterroso Teixeira (coord.cient.)
Almada, a cena do corpo,
Lisboa, Fundação das Descobertas, 1993

António José Saraiva e Óscar Lopes
História da Literatura Portuguesa,
Porto, Porto Editora, 1975

https://www.arqnet.pt/portal/biografias/almada_negreiros.html

13 de junho - Dia de Santo António

Santo António é o santo padroeiro da cidade de Lisboa. 

É o santo protetor dos pobres, o santo das coisas perdidas e o santo casamenteiro a quem as moças pediam ajuda para arranjar marido.

Santo António de Lisboa
Era um grande pregador
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor

No baile em que dançam todos
Alguém fica sem dançar.
Melhor é não ir ao baile
Do que estar lá sem estar.

A caixa que não tem tampa
Fica sempre destapada
Dá-me um sorriso dos teus
Porque não quero mais nada.

 Fernando Pessoa

Batizado com o nome Fernando de Bulhões, nasceu em Lisboa, entre 1191 e 1195, na Rua das Pedras Negras, junto à Sé de Lisboa. Na casa onde nasceu e viveu a sua infância está hoje a Igreja de Santo António, e na Cripta é possível ver um pedaço de um dos ossos do Santo, autenticado por Bula.

Educado no seio de uma família nobre para ser cavaleiro, na adolescência pede autorização para ingressar na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, na Igreja de São Vicente de Fora, partindo mais tarde para Coimbra, onde estudou teologia. A busca pela introspeção e a simplicidade conduzem-no até à recém criada Ordem Franciscana e a deixar de lado, não só o hábito de agostinho, mas também o seu nome. Fernando adota o nome de António, em homenagem ao eremita Santo Antão, e dedica-se a pregar as escrituras, que tão bem conhece, sobretudo após a sua mudança para Itália.

O Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, inspira-se precisamente na sua qualidade de pregador. Em Rimini, Itália, Santo António tentou pregar a palavra católica aos "hereges", mas de nada serviu. O franciscano decide então pregar aos peixes, já que mais ninguém se dignava a ouvi-lo.

Contemporâneo e amigo de São Francisco de Assis, Santo António é um dos santos mais populares da Igreja Católica, e a sua imagem encontra-se em várias igrejas portuguesas, italianas, brasileiras e também no sul de França.

Fonte: https://observador.pt/explicadores/tudo-o-que-precisa-de-saber-sobre-o-santo-antonio

10 de Junho

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Secretário Estado da Comunidade Portuguesa, Dr.José Luis Carneiro, fala do "Orgulho de ser português".

No dia 10 de Junho celebra-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Neste 10 de Junho de 2017, cujas cerimónias oficiais têm epicentro nas cidades do Porto, São Paulo e Rio de Janeiro, celebra-se também uma época de otimismo que envolve o país e reforça o orgulho de todos os que vibram com o sucesso de Portugal.

A vitória da seleção de futebol no Euro 2016, a eleição de António Guterres para Secretário-Geral das Nações Unidas, a vitória de Salvador Sobral no Festival da Eurovisão, a eleição das cidades portuguesas nos rankings do Turismo, o posicionamento cimeiro das universidades nacionais nos rankings mundiais de excelência no ensino, na investigação e na ciência, são apenas alguns dos exemplos mais recentes do início de ciclo virtuoso que o país está a viver.

Não menos relevante, a nível político, devo sublinhar a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, com a obtenção, em 2016, de um valor do défice orçamental de 2,1% do PIB; ou até o crescimento de 2,8%, registado no primeiro trimestre deste ano à graças, sobretudo, às exportações e ao investimento; e sem esquecer a substancial redução da taxa de desemprego com a evidente criação de oportunidades de trabalho no nosso país.A estas conquistas políticas permitam-me que adicione a obtenção de alguns objetivos atingidos nas matérias que me dizem diretamente respeito. É que também nas Comunidades Portuguesas há, este ano, razões de satisfação.Destaco a entrada em funcionamento do ato único de inscrição consular, em Barcelona. Até 2019, teremos condições de alargar esta mudança de paradigma nos serviços consulares à grande parte da rede externa do MNE. Com o desenvolvimento deste projeto os cidadãos só têm que fazer uma inscrição consular mesmo que mudem de localidade ou de país.Enalteço a aprovação em Conselho de Ministros, aguardando a concordância dos partidos na Assembleia da República, do recenseamento automático que representa o reconhecimento de um direito fundamental àqueles que, todos os dias, afirmam Portugal no mundo, garantindo-lhes as mesmas condições no recenseamento que estão asseguradas aos portugueses em território nacional, tornando-o automático e vinculado à morada do Cartão do Cidadão.Recordo ainda que foi aprovado o Decreto-Lei que altera o Regulamento da Nacionalidade Portuguesa procedendo-se à simplificação do processo de atribuição e aquisição da nacionalidade, tornando-o mais justo e célere, mas sem que se coloque em causa o rigor do mesmo.Posso ainda referir a entrada em funcionamento dos "Espaço do Cidadão", em Paris e em São Paulo; a aplicação "Registo Viajante" que dá maior garantia de apoio e proteção consular aos portugueses em mobilidade; a criação da plataforma de ensino da língua portuguesa à distância, denominada "Português Mais Perto", numa parceria entre o Camões, I.P., e a Porto Editora, tendo em vista criar condições de contato e de aprendizagem da língua portuguesa aos filhos de uma jovem geração que, estando em mobilidade por razões essencialmente profissionais, mantém a vontade de regresso ao País.Neste 10 de Junho que celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas há novas razões para reforçar o orgulho de sempre.José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas